sábado, 10 de outubro de 2009

Perdendo o cabaço

Vim hoje, aqui, falar de algo muito intimo, muito particular mas que eu acho que quando acontece deve ser repassado. Afinal ninguém faz pra manter pra si, a não ser que tenha sido muito ruim, quando rolou aquela brocheza, ou quando a outra parte não era lá grande coisa. Graças a Deus, não foi o meu caso. Fui com medo, acho que como todos, fiquei tenso nos primeiros movimentos, não sabia onde enfiar a mão, fiz piadinha ruim mas depois quando vi que tavam querendo a mesma coisa que eu... Parti pro prazer. É meu caros, na última quinta feira perdi o cabaço, dei minha primeira aula.
Foram exatas 1 hora e 20 minutos de tensão. Pela primeira vez me vi sozinho. Não dei uma aula preparada por um outro professor, não cobri as férias de ninguém, não... eu preparei aquela aula, ia dá-la sozinho, eu tinha que ser bom nesse tempo e estava sendo avaliado por todos. Não acho que foi bom, acho que foi satisfatório.
A professora original da turma me olhava meio torto, o meu professor que foi lá pra avaliar me olhava com cara de "mas que ousadia". A turma... Ahhh a turma, parte principal de todo o processo, a turma era muito boa. Parte calada, parte sensacional. Mas ajudaram muito e entenderam o nervosismo.
O tema era Ditadura (Repressão,Oposição e Cultura). Atrasei muito por culpa do professor, extrapolei a hora, usei datashow, filme, música e fiquei bolado de não ter usado tanto o quadro. Corri muito, perguntei pouco. Nem lembro se me perguntaram.
Sei que foi uma experiência que não ficou no papai e mamãe e por isso, talvez, possa ter ficado confuso demais, mas pra aqueles que gostam de novas experiências, e principalmente pra mim, é sempre bom!
O pior da aula é o depois, fico numa angustia sem tamanho para saber se foi boa ou não. Alguns alunos me falaram que sim. Os professores também,com algumas criticas pertinentes e normais. Os convidados foram mais exigentes, mas gostaram. Resumindo, todo mundo gostou mais do que eu. Mas é sempre assim, queremos sempre mandar uma de Super Homem na primeira vez quando estamos mais pra Formiga Atômica.

domingo, 27 de setembro de 2009

Histórias de amor duram 90 minutos

Esse final de semana foi no minimo constrangedor.
Foi um final de semana que vi, ouvi, convivi e vivi com histórias de amor fadadas ao fracasso. É sério, não sobrou uma que salvasse, quer dizer, sobraram várias mas as pessoas que eu vi, ouvi, convivi e eu mesmo não estamos incluídos nos finais de clássicos da Disney desta semana. Estamos mais para os Trapalhões.
O título deste post não é por acaso. Além da frase traduzir exatamente o que quero falar, esta também é título do próximo filme do Caio Blat em que a trama é muito parecida com uma das história que ouvi.
Sendo mais prático o meu final de semana foi ver que as vezes o obvio não é feito. As pessoas tendem a se boicotar, e eu sou mestre nisso! Em questões amorosas você geralmente tem duas escolhas: viver feliz mesmo não sendo plenamente ou sofrer pelo plenamente. Eu ainda tento. E ai quando o twitter me pergunta pq eu estou solteiro eu vejo que a questão é simples: pq é dificil estar acompanhado.
A maior lição desse final de semana é que você pode ter sim um namorado ou uma namorada, você pode ter sim alguém pra colocar no orkut mas existe um fosso entre você ter esse alguém e você contar com esse alguêm. Você poder chamar a garota pra ficar vendo o que tiver passando na HBO, pra assistir aquela aula pé no saco que você geralmente não vai, pra assistir a aula pé no saco dela e ser convencido a não ver HBO e sair com as amigas dela... E você realmente amar fazer tudo isso porque basta você estar com a pessoa pra você ficar tranquilo.
Foi por isso que o final de semana foi estranho, porque vi pessoas que desistiram de procurar essas pessoas e passaram a contar com outras, vi pessoas que acharam a pessoa certa mas faltava o contrário, e me vi eternamente romântico e sem perspectivas. Quando achei que estava no caminho certo os cosmos me sacanearam (tipo Seth Cohen) e fizeram o obvio. E mais uma vez vi um grupo de amigos - dessa vez, incluindo eu - caindo na armadilha romântica e sendo vencidos pelo obvio. Mas ao contrário de outros, i keep moving.
***
Já que o blog não é de coisas sérias como isso acima preciso contar algo que aconteceu:
Quando entrei neste novo trabalho, fui recebendo várias adjetivações, não vou contar quais são assim desacaradamente porque tenho vergonha. Só vou dizer que eram coisas que inflavam meu ego e tive - pelo profissionalismo - tentar ficar o mais desapercebido possível.
Essa semana vi o quanto deu certo! Numa comemoração de aniversário lá, brinquei com uma menina e ela me falou que era primeira vez que me ouvia falar. Incrivel como a imagem de uma pessoa muda tanto em 3 meses. Mas me identifico mais com esse quietinho do que com a primeira opção!

sábado, 29 de agosto de 2009

Don´t Go Away

Enquanto eu guardo meu dinheiro para ver o sir Paul Macartney ano que vem no Brasil, já que será sua última turnê, não imaginaria que veria, por fim, um último show de uma das que sempre foram minhas bandas favoritas : Ladys and Gentleman, tonight, OASIS!


Oasis é pop mas é bom. Teve discos ruins, mas no conjunto da obra foi tudo bom.

Músicas boas, polêmicas boas, e eu pude ver um show ao vivo. A banda ao que parece não acabou, mas ao que parece também, não será os Irmãos Galagher disputando espaço e ego, o que era muito legal.


Ver o show do Oasis foi coroar minha adolescência (eu ainda estou nela, mas agora com coroa!). Foi pegar todas as músicas que embalaram romances, primeiros beijos, tardes vendo TV e fossas, muitas fossas, e colocá-las lá pra lembrar que Wonderwall estava lá no meu primeiro namoro. Que Don´t Go Away estava lá no primeiro termino. Que Champagne Supernova não saiu da minha cabeça no meu terceiro ano. Little By Little quando comecei a faculdade. Don´t Look Back In Anger foi cantada as três da manhã na Lagoa na primeira vez que eu bebi... E por aí vai. E o show foi lembrar de tudo isso, e deu a sensação que veria mais, que eles iriam proporcionar mais músicas chicletes e fodas pra mim.


E por isso, quando soube que teria o show no Rio, fui no primeiro dia de venda lá pra Barra da Tijuca, uma segunda feira que eu tava sem dormir de domingo, matando aula e trabalho, pra pegar uma fila gigante. O dia então foi pior ainda. Trânsito infernal, chegamos em cima da hora e quando demos o ingresso ouvimos os primeiros acordes de "I live my live in the cityyyyyy..." e eramos 5 idiotas correndo o Citibank Hall pulando entre as pessoas, olhando um pro outro, não acreditando, e cantando "tonight i´m ROCK´N ROLL STAR". Foi inacreditavel. Saí de lá sem eles tocarem minhas favoritas mas achando que foi uma das melhores noites que tive. E saí pensando "quando for morar em Londres, a primeira coisa que vou fazer é ir num show deles!". Agora é torcer pra ser só mais uma briguinha de irmãos.

sábado, 22 de agosto de 2009

A linguagem é apenas a vigia da angustia...
Mas a linguagem se condena a ser impotente
porque organiza o distanciamento daquilo que
não pode ser posto à distância.
É aí que intervém, com todo o poder, o discurso interior,
o compromisso do não-dito entre aquilo que o sujeito
se confessa a si mesmo e aquilo que ele pode transmitir ao exterior"
Claude Olievenstein
Não precisa se assustar. Meu blog não se tornará em algo poético, nem algo acadêmico. Mas minha vida voltou - infelizmente - a ser acadêmica, e com ela, o meu quarto fica parecendo uma galpão de reciclagem de papel. E nessas tantas leituras, muitas vezes encontramos as mesmas citações, e de vez em quando, raramente, muito improvavel, quase nunca, encontramos algo decente nelas.
Pra mim, este pequeno ser que ainda não sabe o que faz no curso de História, o texto ser decente é porque ele vai além dos limites do conteudo, ele serve pra outras esferas, resumindo, ele serve pra algo que eu tô pensando naquele momento. E vai por mim, eu raramente penso em História.
Foi o caso dessa citação. Estava pensando numa coisa boba, fútil, porque não dizer, infantil : o quão é chato e ao mesmo tempo legal ficar naquele joguinho de indiretas com uma garota.
Tava pensando isso desde que assistir ao "Apenas o Fim". Assisti porque todo mundo veio me falar que o protagonista é bobo que nem eu, até minha mãe disse isso. E também porque fiquei curioso com a proposta. O filme é bom. Divertido, leve, vale os 6 reais do Espaço Unibanco e assistiria de novo. Mas o mais legal do filme são os silêncios ou as pausas. E foram mais com elas, do que com as respostas nerds do protagonista, que eu me identifiquei.
Fiquei pensando o quanto eu piorei nesses joguinhos com garotas. Posso falar isso agora porque estou num momento de vida tranquilo quanto a isso, e quando não estiver, deleto esse post.
Acho que fiquei sem paciência, ou simplesmente não vejo mais necessidade. Até que um sábio amigo meu me disse simplesmente que eu tinha deixado de ser escroto e passei a ser meloso (prefiro usar o termo romântico).
Vou explicar: Quando você tem 15 anos, esse joguinho, pelo menos por parte dos meninos é uma equação, mais fácil que báscara mas mais variavel que o cálculo de figura dentro da figura em geometria. Implica em basicamente:
1 - Saber os prós e os contras de ficar com aquela garota (Ninguém com 15 anos vai ferrar sua imagem mais do que ela já é ferrada por si só)
2 - Entrar em contato com um possivel aliado, um melhor amigo ou coisa do tipo pra ele ir fazendo seu MKT
3 - Fazer a garota rir das suas babaquices
4 - Fazer ela notar que você tá afim
5 - Conseguir um momento a sós pro fatality
6 - Mandar um SMS no dia seguinte falando que foi bom e dizendo que quer vê-la.
Ou seja, é tudo muito escroto. Se todas as etapas fossem sinceras, tudo bem, mas não são. E por não serem, você esconde durante tudo isso várias filhadaputices que serão descobertas no 3º depoimento secreto do Orkut, na 19ª Direct Message do Twitter e no 5 Mega de Histórico do Msn.
E aí peço para que você releia a citação acima de novo agora.
Não estou falando para abolirmos o joguinho (até porque ele é muito legal!) mas sim, para tirarmos a parte chata, a parte equacional dele, como diria um pagode "deixa acontecer naturalmente".
E agora todo mundo, que entendeu, junto cantando "Último Romântico" do Lulu Santos!
P.S. - Só agora eu me toquei que eu coloquei Antropologia, Sociologia, Jeito Muleque, Lulu Santos e Apenas o Fim, no mesmo pote, e depois o Prêmio Multishow que é misturado...

sábado, 8 de agosto de 2009

Papo do dia a dia

O jornal O Globo, naquela revista de Domingo tem uma sessão com frases engraçadas de pessoas nas ruas.

Como eu sou bobo, resolvi colocar algumas que aconteceram comigo recentemente.

1 º Caso: Academia.

Eu e uma amiga minha, Gabah, entramos na mesma academia. Eu já havia malhado lá mas quase nunca fazia esteira, com a animação dela fui fazer. Marcamos e lá fomos nós:

Gabah: Quanto tempo?
Eu: Põe vinte minutos.
Gabah: Inclinação?
Eu: Nenhuma
Gabah: Velocidade?
Eu: Ah põe 7km/h... já que a gente tá parado vamos começar devagar.
Gabah: Kappa, você tá parado há quanto tempo?
Eu: Uns dois meses.
Gabah: Eu tô há 10 anos, vou botar 6 nessa budega!

2º Caso: Gripe Suína

Eu e um amigo meu indo de ônibus pra uma social e conversando sobre a gripe. Eu sei que minha resposta tá errada mas não podia perder a piada.

Goiaba: Kappa, qual a diferença entre a gripe suína e a normal?
Eu: A suina mata.
Goiaba: Ah tá.

3º Caso: Orkut

Estou eu e um amigo meu no computador, quando uma menina me adiciona no Orkut e por acaso é amiga dele mas eu não tava reconhecendo a foto. E como ele tava jogando videogame, não podia dizer quem era.

Eu: Guto, Renata é essa que é tua amiga e te adicionou?
Guto: Ah, é aquela que saiu com a gente semana passada.
Eu: Pô, não lembro.
Guto: A que escreve conto erótico
Eu: Ah tá.
Guto: Pera aí, qual o sobrenome dela?
Eu: Sputnik
Guto: Ah então não é ela.
Eu: Quem é então?
Guto: Não é aquela que teve sonho erótico na viagem de Iriri no 2º ano?
Eu: Ih é. Sério, você precisa mudar suas amizades.

( É obvio, que o nome do 3º caso foi mudado, então desista de procurar no Orkut hehe)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

POP

Nesta quarta-feira fui no Rio Sul exercer meu lado historiador e aplicar o que aprendi com Weber utilizando o meu espirito capitalista - apesar de morar no Brasil e não ser protestante - consegui desenvolver o capital muito bem, gerando algumas comissões, uma delas foi pra um amigo meu onde comprei uma calça na loja que ele trabalha. A calça - como todas que já tive - ficou grande e tiver que fazer bainha, motivo pelo qual voltei lá hoje para pegá-la.
O problema foi a espera, fiquei esperando uma hora pra calça ficar pronta, e obviamente, não ia gastar mais! Então resolvi fazer o que qualquer pessoa sem dinheiro faz: ir a Lojas Americanas! (tão estranho ir nas Lojas Americanas sem elas estarem temáticas tipo Natal, carnaval, voltas as aulas...)
A Lojas Americanas daria uma monografia de sociologia ou de antropologia fáááácil. Cada setor uma sociedade que pode se aliar ou não à outro setor ou pode ser rival, afinal nunca veremos alguém comprar um porta copo em formato de sapo junto com uma camera digital Tekpix da Tecnomania.

Mas resolvi ir direto aquele setor que por ser tão diferente dos outros, possui divisórias próprias... CD e DVD! É incrivel como este sempre tem mais gente que todo o resto das Lojas Americanas (talvez empatando com a parte de besteiras em frente ao grande pote de Serenata de Amor que todo mundo rouba e eu nunca tive coragem). E nesse momento tive uma constatação que nunca precisei ter, mas foi legal tê-la: Michael Jackson é o cara.


Ok, todo mundo tá cansado de ouvir isso. Desde a morte dele cada canto da Internet, TV, rádio (?), jornal e qualquer veiculo aponta alguma coisa que mostra o quão a obra de Michael Jackson é foda. Mas daí você pensa: ahh puro nostalgismo bobo. Também acho.
Mas meu caros 5 leitores, Lojas Americanas diz o contrário! Tinham duas TVs, daquelas gigantes, cada uma passando um DVD diferente do outro, no do fuuuuundo da sala passava um DVD (daqueles feitos para ganhar dinheiro em momentos como este), um DVD só com os clipes e partes de shows mais sensacionais do MJ.


E na TV da frente, o delirio das meninas que não alcançaram a menstruação, os Hansons que imitam os Beatles do século XXI (po seria tão legal se tivessemos um século XIXI), os novos virgens da música pop, aqueles que um dia irão surtar ou adotar bebês na África : JONAS BROTHERS!




E convenhamos, o DVD é 3D! As músicas são mega pops! Eles pulam, trocam de roupas, o cenário é megalomaniaco! É a sintese do pop nos dias atuais.
Eu já tava vendo o DVD, vendo se rolava algum playback, sabe chato tentando ver erro?
Quando entra um grupo de crianças,pensei, "Fudeu, vou ter que ralar". E realmente, as crianças foram diretamente pro Jonas Brothers, ficaram lá um pouco quando uma tava deslocada vendo no fundo da sala o Michael Jackson, em um estalo, todas estavam vendo hipnotizadas aqueles vídeos de gravação já ruída, com efeitos especiais ultrapassados, maquiagem e figurino toscos... E ficaram lá, até uma perder a vergonha e começar a tentar zoar imitando o MJ, e ai as outras começarem a entrar na brincadeira.
Assumo que fiquei impressionado, é engraçado ver como certas obras simplesmente ficam. Eu nunca acreditei muito nisso, não acho Elvis nada demais... Acho Beatles foda mas acho foda porque ainda continuo vendo como se fosse algo novo, talvez aí esteja o segredo, MJ talvez seja um desses casos de se ver sempre como algo novo, e enquanto isso, o restante da música pop vai ter que suar um pouco pra conseguir atenção nas Lojas Americanas (que ainda não é o maior Natal do Brasil).
PS - Toda vez que penso nos Hanson me vem uma vozinha na cabeça "loooooving yooooou"


PS 2 - Sim, coloquei essas duas fotos pra mostrar como até o corte de cabelo é o mesmo nesse mundinho pop


segunda-feira, 20 de julho de 2009

20 th Century Fox

20 ANOS.

No último dia 17, este pequeno ser completou 20 anos.
E todo vez que alguém comemora 20 anos eu lembro de uma cena.
Era uma social num apartamento de dois amigos meus na Lagoa, inebriados por aquele visual, na primeira semana de julho, um tanto quanto bêbados, estavamos comemorando aniversário de um dos donos da casa que naquele dia fazia...17 anos.

Porém outro amigo nosso, fazia aniversário no dia seguinte, e quando deu meia noite, vários pulos, montinhos (se esse meu amigo comemorava 17, eu tinha 16), e brincadeiras idiotas... Quando tudo acalmou, este grande ser mais conhecido como "grande ave penosa" pelos amigos virou e soltou com ar filosofico no sofá:

- Caramba, 20 anos... 2 séculos de vida.

1 segundo de silêncio e todos começaram a rir, alguns não entenderam mais começaram a rir pra disfarçar.

E depois disso, toda vez que algum amigo nosso faz aniversário, alguém vira e fala: 2 séculos de vida!

O pior que agora, quando eu fiz 20 anos, a sensação que eu tive é que se passaram dois - breves (como diria Hoobsbawn) - séculos! Foi estranho, segui um dia normal, quando deu 6 da tarde, pensei : "Cara, o que você fez nesses 20 anos?" e passou um filminho, a maioria merdas, como quando eu botei cola na carteira da professora na 2ª série, eu zuando músicas catolicas na formatura de 4ª série, as idas pós prova pra casa do Ernesto na 5ª série no CP2, a 7ª série (não tem como escolher uma), as brigas de compasso da 8ª, o esquemão de greve do 2º ano até TOOODAS as merdas do terceiro ano. Depois de tudo isso pensei novamente: como fiquei tão certinho na faculdade?

Em 20 anos,estive em coma, já tive sindromes, já trabalhei em 4 lugares diferentes, além de 2 professores. Já namorei 2 vezes ,já me apaixonei (seriamente) 3 vezes, o que faz nesse cálculo eu sair fudido! Já enfiei a porrada uma vez e já levei porrada duas vezes (matemática continua me ferrando). Fiquei em 3 provas finais, passei em todos os vestibulares (e nem venha dizer pq foi em História, passei em Comunicação tb haaam),já fui a um bocado de show internacional, já fiz show, já fiz música, já me vesti de coelho em peça infantil, já ganhei 3 prêmios, tive em torno de 8 tipos de óculos diferentes, completei somente um álbum de figurinhas (Power Rangers), nunca fiquei em ressaca séria (só moral), permaneci uma semana bêbado, já guiei (isso é estatisticamente comprovado) mais de 5.ooo pessoas,e finalmente, estudei 7 anos da minha vida no melhor lugar do mundo.

E foram só 20 anos. Mas quando penso no que sou hoje, na vida tão atribulada, em todos os afazeres, em todas as responsabilidades ao mesmo tempo com os mesmos anseios, com a mesma paixão (não pela mesma garota), com a mesma vontade de fazer mais... Parece até que passaram 2 séculos mesmo, mas como diria um professor mesmo, 20 anos com corpinho de 21.